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Coexistência

A sobrevivência das onças-pintadas depende em grande parte da tolerância das populações humanas a estes animais.
O projeto busca a coexistência entre as onças e as populações humanas através da avaliação da percepção das pessoas sobre as onças e desenvolvimento de estratégias de redução dos conflitos.

Temos um protocolo de atendimento à predação de animais de criação por grandes felinos que prevê uma resposta rápida para impedir o abate das onças por retaliação.

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Em caso de predação a propriedade é visitada o mais rápido possível, o predador é identificado e trabalhamos junto com o proprietário na implementação de medidas imediatas e de longo prazo para prevenção de futuros ataques.

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Damos orientações sobre o manejo adequado do gado para evitar predação, buscamos parceiros que ajudem a implementar por exemplo cercas elétricas e, se possível, tentamos compensar as perdas não través de ressarcimento, mas através da geração alternativa de renda.

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Fazemos um mutirão para adequação da propriedade onde houve predação, envolvendo vários atores.

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Uma das linhas de ação do Projeto Onças do Iguaçu é trabalhar com as comunidades, avaliar qual a percepção pública sobre as onças. A partir dessa vivência, buscamos avaliar o cenário, criar e estreitar vínculos e, junto com as comunidades, vamos construir estratégias que facilitem a coexistência de pessoas e onças.

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Com apoio financeiro da WWF, estamos conduzindo entrevistas e conversas para avaliar a percepção, e esse contato próximo tem também como resultado uma maior integração entre a equipe do projeto e a comunidade.

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Temos tido muita receptividade e acreditamos que esta convivência do projeto com moradores lindeiros ao Parque Nacional do Iguaçu está possibilitando que eles tenham um novo olhar sobre a importância das onças.

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A coexistência entre pessoas e onças é um dos nossos maiores desafios, e também uma oportunidade muito rica de troca de saberes.

Um manejo adequado dos animais de criação pode evitar a predação por grandes felinos.
Com algumas mudanças estruturais e de manejo, é possível manter os animais seguros e também proteger nossas onças.
Confirma algumas dicas, que podem ser encontradas no “Onças do Iguaçu: Guia de Convivência” para mais detalhes.
Não caçar e proibir a caça em sua propriedade ou nas proximidades, pois a falta de presas naturais (tatu, paca, veado, porco-do-mato) faz com que o predador ataque os animais domésticos. Denuncie casos de caça para o Parque.
Não caçar e não permitir a caça à onça. A caça à onça pode resultar em onças com limitações físicas (por exemplo, dentes quebrados) que as impedem de capturar suas presas naturais, forçando-as a atacar o gado doméstico.

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Usar cercas para impedir que o gado entre na mata.

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sar cercas elétricas ao redor de pastos, principalmente dos usados como maternidade. Cercas elétricas, porém, exigem manutenção frequente e minuciosa para garantir seu bom funcionamento.

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Construir reservatórios (poços ou tanques) de água eficientes, que tenham água durante todo o ano, e sempre que possível, construí-los longe da mata.

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Retirar vacas prenhes ou com bezerros de áreas próximas à mata. Estas vacas devem ser mantidas em áreas abertas, preferencialmente perto da sede ou de outras habitações humanas. Acompanhamento de fêmeas em época de parição e recolhimento destas em locais seguros (piquetes-maternidade, currais ou estábulos), principalmente nos dias antes da parição, durante o parto e na semana pós-parto.

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Em locais com alta incidência de predação, substituir a atividade de cria por recria e/ou engorda. Ou seja, estas áreas devem ser utilizadas com bovinos acima de 1-2 anos de idade.

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Em locais de matas extensas com alta incidência de predação, recolher os animais ao anoitecer em mangueiros adequados e/ou próximos a habitações humanas ou em áreas com cerca elétrica. Esta medida simples é muito eficiente para reduzir os impactos negativos da predação (e do roubo de gado) e os animais se acostumam facilmente a ela. A instalação e manutenção de luzes acesas nos estábulos, currais, chiqueiros evita a aproximação de felinos. Pisca-piscas de árvore de Natal são mais eficientes do que luzes fixas. A colocação de fumaça (de fezes secas de gado) espanta as moscas e tranquiliza os animais.

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Estabelecer estações de monta curtas, de 3-4 meses de duração, ao invés de fazer a monta durante o ano todo. A temporada mais reduzida de partos, torna possível a supervisão dos partos e dos bezerros recém-nascidos. Além de permitir o gerenciamento e a organização do manejo do rebanho, resultando em maior produtividade.

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Deslocar os rebanhos que pastam nas áreas baixas alagáveis em direção a áreas mais altas para que não fiquem isolados e debilitados pelas enchentes, o que os torna mais vulneráveis ao ataque por onças.

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Manter cães de médio a grande porte na propriedade que estejam preparados para dar o alarme em caso de ataques por felinos. É aconselhável o uso de pelo menos 5 animais que devem participar do manejo para eles se habituarem aos outros animais. Os cães devem ser contidos em uma área próxima ao possível acesso dos predadores ao rebanho. A presença de cães de estimação de pequeno porte soltos pela propriedade não é aconselhável. Manter os cães sempre bem alimentados e saudáveis. À noite, deixe-os soltos, mas certifique-se de que não são eles que estão atacando a criação.

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Manter sempre seus animais vacinados, vermifugados e sadios (fortes), pois animais fracos são presas fáceis. Também eles podem morrer por causa da doença e depois serem comidos pelos predadores.

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Corpos e ossadas de animais domésticos mortos por outras causas (picada de cobra, vacas mortas por problemas de parto, etc.), devem ser enterrados em valas profundas e cobertos com cal, para impedir que sejam consumidos por felinos e que estes adquiram a tendência para seu consumo. Simplesmente jogar a carcaça de um animal no mato, mesmo que longe de casa, atrai predadores ao local. Conhecer a aparência e os sinais das presas domésticas predadas por felinos e saber diferenciá-las daquelas causadas por bandos de cachorros e por ladrões de gado.

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Manter registros detalhados da mortalidade e suas causas e manter em dia o inventário, com contagens mensais, além de verificar as perdas reais e suas causas e comparar anualmente as informações de porcentagem de mortalidade e suas causas.

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Manter sua propriedade limpa (capinada), diminuindo a incidência de acidentes causados por cobras e evitando a presença dos predadores, pois eles evitam transitar em áreas abertas.

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Colocar sinos ou guizos no pescoço dos animais afugenta os predadores pelo barulho que produzem.

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Usar a buzina de ar comprimido, soltar rojões e “bombinhas” fortes quando o predador estiver atacando os animais ou quando se percebe a presença dele nas proximidades. Na impossibilidade de usar fogos de artifício, devido ao perigo de incêndio, instale sinos, sirene ou buzinas no lado de fora das construções de modo que possam ser acionados pelos moradores.

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Não permita que crianças andem desacompanhadas, por não saberem como agir na presença de onças, pode ocorrer acidentes. Além disso crianças nunca devem estar sozinhas devido a outros inúmeros riscos que correm.

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Instalar rádios de pilha ligados em estações com muito falatório nos mourões e cercas dos currais, galinheiros e chiqueiros. Os felinos confundem com vozes de pessoas no local.

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Instalar espantalhos em áreas onde ocorrem ataques ou como prevenção. Colocar rádio de pilha ou pisca-piscas nos espantalhos de vez em quando. A cada dois dias mudar o espantalho de lugar. Snow

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O Projeto Onças do Iguaçu passou a integrar o Projeto People & Wildlife Coexistence, coordenado pelo Dr. Sílvio Machini (Chester Zoo e ESALQ), que vai explorar formas de melhorar a análise e gestão dos conflitos entre humanos e animais selvagens, de modo a apoiar e aconselhar estratégias para transformar o conflito em coexistência. O objetivo é desenvolver um modelo ou estrutura unificada para avaliar o conflito entre humanos e animais selvagens, que incorpore dimensões naturais e humanas, processos de tomada de decisão e diferentes escalas.

Estamos fazendo um teste com luzes que piscam de forma intermitente, e desta forma transmitem a impressão de que há pessoas circulando na área, o “Sistema Turere”. A ideia foi de Richard Turere, um garoto no Kenya, para afastar leões do gado, com uma redução de 96% na predação noturna.


Estamos testando na região do Iguaçu com as onças. Fizemos um primeiro teste em uma propriedade onde houve um caso de predação de bezerros por onça-parda.
O Sistema Turere foi fabricado para o Projeto Onças do Iguaçu pelo Jair Liberato, da equipe do Parque das Aves. Foi usado um motor de micro-ondas que aciona um dispositivo que permite que 24 luzes de led que acendem de forma intermitente por toda a noite.
O resultado vai ser avaliado e a ideia é replicar em outros locais vulneráveis, de forma preventiva.
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